A Infiltração Neofascista No PDT- Parte III

O Radicalismo de direita

Não há dúvidas de que a Nova Resistência é uma organização de caráter neofascista, com um forte apelo supremacista étnico. No artigo Quarta Via Política , publicado em seu site, a organização explica o que seria o projeto ideológico do filósofo russo Aleksandr Dugin:

A Quarta Teoria Política é um projeto político-científico, proposto inicialmente pelo filósofo Aleksandr Dugin, que visa superar as teorias/ideologias políticas modernas, a saber: liberalismo (primeira teoria política), comunismo (segunda teoria política) e nacionalismo (terceira teoria política). Sua finalidade é construir um corpo teórico sólido, capaz de laçar as bases para a construção de novas ideologias políticas que não recaiam nos erros das teorias políticas anteriores.

Ainda segundo o artigo, a Quarta Teoria Política tem  caráter anti-moderno e anti-iluminista, e considera que todas as outras teorias políticas modernas derivam, em maior ou menor grau, do mesmo tronco iluminista, por isso existe uma rejeição em maior ou menor grau a essas teorias como consequencia de uma rejeição a valores e paradigmas da modernidade. Do fascismo, a Quarta Teoria Política vê como “positivo o seu apelo às energias arcaicas do etnos como cimento sócio-político.”

As caras da Nova Resistência Brasil

Álvaro Hauschild é um dos escritores mais prolíficos da Nova Resistência. Em seu blog, publicou um texto chamado “O golem ocidental“, no qual defende a eugenia e diz que o feto defeituoso “ao invés de ser sacrificado aos deuses como se fazia em Esparta, é idolatrado como uma vítima em uma época em que a vítima é a que dita as regras”.

Mas é no artigo chamado “Por um Nacional-Desenvolvimentismo Sacro e Brasileiro” publicado em seu blog em julho de 2019 onde Hauschild mostra a que veio(Por um Nacional-Desenvolvimentismo Sacro e Brasileiro). Em um texto que se propõe análise e solução para os problemas brasileiros – um projeto desenvolvimentista que fortaleça o Brasil em oposição a projetos identitaristas que enfraqueceriam a coesão social do Estado. E assim, vemos Alvaro defendendo governos de extrema-direita europeus tratando-os por “estatistas”:

A esquerda acadêmica caiu no conto do mercado e, acreditando combater os mesmos neonazistas na Ucrânia, visam se opor aqui no Brasil a todo autoritarismo, seja ele de “esquerda” ou de “direita”. E assim, por exemplo, quando estudam a ascensão dos partidos estatistas europeus (AfD, Salvini, Front National etc.), os consideram “inimigos da democracia” (já pressupondo um significado específico em ‘democracia’), quando na verdade são estes os únicos partidos europeus que desde muito se levantaram com força contra o mercado internacional, que também assola o povo europeu tanto quanto o brasileiro. A esquerda promove, também, a imigração em massa, considerando os migrantes como “fugitivos de ditaduras ou guerras”, quando na verdade estes migrantes, quando não são agentes treinados pela CIA, são apenas uma massa impulsionada pelo próprio mercado a inundar os Estados ocidentais de mão-de-obra barata, para fazer os salários baixarem, os laços sociais se romperem e criar, assim, uma “sociedade global” que fala inglês e que trabalha como escravo.

A Nova Resistência também é, publicamente, uma negacionista do Holocausto. Para a organização e seu líder, Raphael Machado, os 10 milhões de mortos em campos de extermínio são uma “invenção judaica”:

O Trabalhismo conservador se espalha pelo PDT

As origens do Trabalhismo brasileiro remontam ao governo Getúlio Vargas. Não falamos do seu período democrático, mas sim da época do Estado Novo, quando Vargas flertou abertamente com o nazi-fascismo e possuía laços estreitos com o Integralismo. Recentemente, veio a tona a defesa do envio de Olga Benário aos nazistas realizada por Gustavo Castañon, membro da equipe de campanha do presidenciável Ciro Gomes e por diversos integrantes do PDT.

Alguns grupos de esquerda se escandalizaram com tal atitude. Pouco tempo antes, foram expostas conexões e simpatias de dois membros de alto escalão do PDT paulista com a Nova Resistência.

Vina Guerrero ganhou destaque na mídia recentemente por ter ameaçado de morte Jair Bolsonaro. O PDT, em sua defesa, afirmou que “não defende autoritarismos de direita ou de esquerda” e que encaminharia o caso ao conselho de ética do partido. Guerrero é um colaborador ativo da Nova Resistência e se mobilizou rapidamente para denunciar a El Coyote pela exposição das ligações deste partido com os neofascistas.

Outro caso foi o do dirigente da juventude pedetista de Bauru, Kaio Ruiz. Conhecido por ter boas relações com o MBL , Kaio exalta um “trabalhismo cristão”. Ruiz também nutre simpatia por Enéas, não sendo incomum encontrar em sua página posts compartilhados da organização integralista Accale – que inclusive já fez ações conjuntas com a Legião Nacional Trabalhista. A ameaça neofascista não é uma “teoria da conspiração” ou uma alucinação. É real. Seus membros estão ocupando cargos elevados dentro do PDT, e isso faz parte de uma estratégia calculada de poder.

O Neofascismo está sendo tolerado

Infelizmente, não só o PDT vem abrindo as portas para o radicalismo de direita. Em Maio, foi organizado o Congresso Trabalhista no sindicato dos bancários do RJ.  Esse evento foi promovido pelo Movimento de Resistência Leonel Brizola – MRLB, pelo Instituto Presidente João Goulart, pela Frente Nacional Trabalhista, pelo vereador carioca do Psol, Leonel Brizola Neto, e pelo deputado federal do PDT, Paulo Ramos. A Nova Resistência foi convidada a discursar no congresso.

Dois anos antes, em 2017, a NR organizou o I Fórum Fluminense de Resistências Patrióticas, na sede do Sindicato dos Petroleiros – Sindipetro-RJ,  que contou com a presença Paulo Lindesay, da Auditoria Cidadã da Dívida.

Mesmo com seus inúmeros posicionamentos públicos racistas, LGBTfóbicos, xenofóbicos, machistas e antissemitas, diversas organizações de esquerda, incluindo sindicatos e partidos, vem demonstrando tolerância com a presença de Raphael Machado e seus fascistas brasileiros. Não há, infelizmente, como não recordar das palavras de um certo austríaco:

“A cor vermelha de nossos cartazes foi por nós escolhida, após reflexão exata e profunda, com o fito de excitar a esquerda, de revoltá-la e induzi-la a frequentar nossas assembleias; isso tudo nem que fosse só para nos permitir entrar em contato e falar com essa gente.”- Adolf Hitler, Minha Luta.

Referências (Facebook)

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=871150626573981&id=838133513209026

Mais uma vez tendo a oportunidade de defender o trabalhador brasileiro, dessa vez em um canal de comunicação da…

Posted by Kaio Ruiz on Monday, August 26, 2019

Essa é a opinião da Nova Resistência – Brasil Eles tem razão? Se você discorda diga o por que nos comentários – A…

Posted by Kaio Ruiz on Sunday, June 16, 2019

Um grande líder nacionalista !

Posted by Kaio Ruiz on Saturday, June 8, 2019

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