As raízes supremacistas brancas da direita “libertária” da América.

Por Chris Lehmann , Originalmente publicada no In These times

 
A democracia com frequência se centra em matemática honesta. Depois  da aprovação do Federal Voting Rights Act, a América do século XX pareceu caminhar para  o ideal democrático de “uma pessoa, um voto” ainda que no século XXI tenha tido retrocessos enormes desse progresso difícil. Não foi suficiente ter dois presidentes  republicanos oligárquicos eleitos sem voto popular, mas, mas esforços brutos para limitar o acesso às urnas em todos os níveis se tornaram lugar comum.

O que construi o motor  que fez a democracia retroceder tão dramaticamente? Em Democracy in Chains: The Deep History of the Radical Right’s Stealth Plan for America, Nancy MacLean traça a origem  na reação contra Brown v. Board of Education. Supremacistas brancos  se comprometeram a opor “resistência massiva”,  com o município de Prince Edward na Virginia indo longe o bastante para fechar todo o sistema público de educação por  vários anos.

Mas os teóricos intelectuais do privilégio da raça branco reconheceram que esse tipo de confrontação direta não protegeria a velha ordem das Leis de  Jim Crow por muito tempo. O problema  era a democracia em si: a opinião pública da América se voltando contra o racismo

Ai que entra  o anti-herói intelectual do livro de MacLean, James Buchanan. Esse fundamentalista de Livre-mercado nascido no Tennessee que chefiou o departamento de economia da University of Virginia(UVA), Buchanan lançou um novo centro de economia política nessa faculdade em 1956 para destruir “ a garra poderosa da ideologia coletivista”

Em 1959, os teóricos “libertários” incendiários se impulsionaram no centro da batalha da desagregação da Virgínia propondo uma manobra “libertária” que é familiar hoje: a privatização das escolas públicas do estado. A proposta levava a discriminação racial a uma busca aparentemente neutra por eficiência econômica. O mercado veria as diferenças sob uma lógica paterna: seria uma simples questão de “deixar as fichas caírem onde elas devem cair”

Isso era babaquice pura, claro. Dado o desequilíbrio econômico e de poder entre as raças que já durava gerações, qualquer abordagem laissez fair para lidar com Brown inevitavelmente reforçaria as desigualdades raciais. A assembleia do estado eventualmente votou contra o plano radical mas,  como  MacLean observa, a lógica implícita desde então ficou enterrada em cada faceta da nossa vida pública insanamente privatizada- da crise de água de Flint aos ataques aos sindicatos de Visconsin– em “uma oferta secreta de  engenharia reversa de toda a América, tanto a nível estadual quanto local, para retornar à economia política e governança oligárquica da Virgínia do meio do século, menos a segregação.”

Uma força majoritária  por trás de toda essa transformação foi o verdadeiro crente “libertário”, barão do petróleo e megainvestidor Charles Koch. quando Buchanan lançou outro instituto de extrema direita na George Mason university, então uma escola suburbana de fundo de quintal, em 1982, Koch  o auxiliou generosamente a  fazê-lo crescer para que se tornasse um baluarte do conservadorismo intelectual. Buchanan e seus correligionários de Mason moldaram uma nova geração de soldados rasos que  deram á direita “libertária” um impulso oligárquico e antidemocrático.

Depois de uma briga de Buchanan com Koch em 1998,  o economista “libertário” de aluguel Tyler Cowen  continuou martelando o evangelho Buchananista de cima de seu poleiro dentro da George Mason e no Mercatus Institute  financiado por Koch.”os países mais livres”- no sentido da laissez-faire-”não eram necessariamente democráticos,” Cowen escreveu em um ensaio lançado em 200, citando como exemplo de liberdade o Chile de Pinochet(cuja constituição plutocrática foi essencialmente escrita por Buchanan), Singapura e Hong Kong. a dura verdade, portanto, é que “se as instituições políticas americanas tornam reformas orientadas para o mercado difíceis de  realizar, talvez essas instituições devam ser mudadas”

 

Para começar, Cowen sugere, “o enfraquecimento dos freios e contrapesos” na ordem constitucional dos EUA “poderiam aumentar  um resultado muito bom” o que constitui um bom resultado? Nada menos que uma completa “reescritura do contrato social” com “indivíduos valorosos” subindo a escada social e os menos afortunados relegados às favelas. “ estejam prontos” ele aconselha.

 

As well we should. One way would be to use MacLean’s excellent exposé to help mobilize an energized small-D democratic electorate. It’s long past time to smite the libertarian Right with a kind of math that can’t be bought.

 

Deveríamos[nos preparar]. Uma das formas é usar a excelente exposição de Maclean para ajudar a mobilizar o eleitorado democrático. Já passou o tempo de  bater na direita “libertária” com  um tipo de matemática que não pode necessariamente  ser aceita.

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Kaique Pimentel

cozinheiro, propagandista, rabisca uns textos de vez em quando....