Avanço da extrema-direita alemã apavora minorias

No último domingo (24), o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) pontuou em terceiro lugar nas eleições alemãs. Em primeiro lugar ficou o partido de centro-direita União Democrata Cristã (CDU), de Angela Merkel, e em seguida veio o Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda.

Os Democratas Cristãos obtiveram 32,5% dos votos e os Social-Democratas, 20%, elegendo respectivamente 220 e 137 parlamentares. Os extremistas de direita conquistaram 13,5%, ocupando 87 cadeiras.

Ainda garantiram espaço no parlamento o Partido Democrático Liberal (centro-direita), os Verdes (centro-esquerda) e o Die Linke (esquerda).

A AfD ganhou força durante o Pegida (Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente), adotando um discurso xenofóbico e racista contra imigrantes, e utiliza uma retórica nacionalista contra a União Europeia. O partido extremista surgiu de um racha da ala mais radical à direita do CDU e é acusado de ter conexões com a Rússia putinista e organizações neonazistas.

Comunidades judaicas e islâmicas demonstraram apreensão, pois é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que a direita radical volta ao parlamento alemão.

Manifestantes foram as ruas contra a intolerância.

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