Refugiados bem-vindos!

 

Na virada da última sexta-feira para sábado de setembro, dia 29 foram presenciadas agressões revoltantes por parte de uma equipe de seguranças no metrô contra um grupo de pessoas refugiadas nas catracas da estação República, na região central de São Paulo.

 

Vídeos gravados por passageiros que testemunharam o ocorrido viralizaram em redes sociais e mídias, tanto nas alternativas quanto em telejornais de grandes conglomerados midiáticos, com provas do ataque sofrido por ao menos três pessoas (todas negras e imigrantes de origem africana) que ficaram feridas pelos golpes de cassetete.

Vejam aqui

Segundo a apuração da Ponte Jornalismo:

 

“Os irmãos nigerianos Shakiro e Ulabin Akanbi, que trabalham como estoquistas em Embu das Artes, na Grande SP, contam que foram os primeiros a serem agredidos, após um desentendimento com os seguranças na entrada do metrô. Segundo eles, o bilhete de um dos irmãos não passou na catraca, por falta de saldo, e um dos seguranças tentou impedir que um deles passasse o seu bilhete para ajudar o irmão. Começou uma discussão, concluída com golpes de cassetete nas cabeças dos dois estoquistas. Com um curativo na testa, a cabeleireira Judith Caielle, de origem camaronesa, contou que nem conhecia os dois irmãos e que foi espancada apenas por ter se aproximado para ver o que acontecia.”.

(…) “O caso será apurado por meio de inquérito policial pela 6º Delegacia Metropolitana”, afirmava a nota da SSP enquanto a assessoria de imprensa do metrô lançou uma nota em que ignora as violências contra os migrantes, afirmando que eles foram apenas “contidos” pelos seguranças e mencionando somente uma agressão, praticada contra um de seus funcionários. ”

Dada a atual conjunta política – onde o patriotismo encapado pelo fascismo ganha cada vez mais destaque e escancara a barbárie das políticas de fronteiras em todo o mundo ignorando veemente a realidade dos deslocamentos forçados – é preciso ter consciência da necessidade de organizações coletivas (em espaços públicos, movimentos sociais e movimentos de mulheres, entre tantas outras frentes de luta) e da continuidade com postura combativa. Lutar não é mais opção, e sim obrigação.

No dia 5 de outubro (sexta feira das 17h às 20h – Estação República do Metrô) haverá um ato  de caráter autônomo em repúdio e protesto contra a violência da equipe de segurança do Metrô do Governo do Estado de São Paulo.

Toda solidariedade aos refugiados no Brasil. A violência sofrida no último dia 29 é inadmissível (tendo vista que não se trata de um caso isolado e sim de frequentes eventos nos mais diversos locais), e requer respostas e atitudes contumazes por parte das autoridades públicas.

A luta por direitos humanos é internacionalista e prima pela solidariedade entre os oprimidos.

 

Os refugiados sempre serão bem-vindos!

 

Links:

Ponte Jornalismo

A Coluna

 

 

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