SOCIALISMO NÃO FUNCIONA? senta que lá vem textão!

Vamos começar com um pequeno adendo para a discussão: eu não acredito no tipo de socialismo que Cuba e Venezuela (China e Coréia do Norte é uma outra discussão) vem construindo. Eu acredito no socialismo libertário, a.k.a anarquisimo. O anarquismo, como modelo social e político, ainda não foi colocado em prática em larga escala em nenhum lugar do mundo. Ainda que experiências que se inspiram em ideais anarquistas, como Kobane e Rojava, ou o bairro Exarchia na Grécia venham provando que é possível se organizar a partir do poder popular radicalmente horizontal e auto-gestionado, apresentando significativas melhorias na condição de vida dos habitantes.

 

Dito isso, voltemos a Cuba ou Venezuela. Eu sei que se você é de Direita, você provavelmente vai querer usar Cuba e Venezuela como exemplos de que o socialismo deu errado. Mas este é um argumento falacioso.

 

Vamos primeiro a Cuba: sim, a diversidade de produtos que você encontra na prateleira do supermercado é bem menor do que no Brasil, na Argentina (que experimentaram governos de centro-esquerda) e nos Estados Unidos; a conexão com internet é ruim e é difícil sair do país. O que se pode ver que, tirando a questão do consumo (precisamos desacostumar com o consumo exagerado, não é preciso ter mais oferta do que precisamos para viver, digo isto porque eu mesma sou consumista e luto contra isso), temos um sério problema de algumas liberdades individuais restritas. Mas, daí a dizer que o socialismo não funcionou por lá é um passo gigantesco. Vejamos porquê.

 

Em Cuba a saúde é uma das melhores do mundo, sendo que eles são médicos de ponta no tratamento de várias doenças, e todo o sistema público de saúde é gratuito, até pra você, cara pálida, que se estiver por lá e precisar de um médico será muito bem atendido. Mas não conte com uma máquina de comprar coca-cola dentro do hospital, porque enfim, é um hospital, não um shopping. Não existem analfabetos em Cuba. Não existem moradores de rua em Cuba. O nível de pessoas com ansiedade em Cuba é infinitamente menor que o do Brasil (país número 1 em transtornos de ansiedade no mundo), que a Noruega (sim, meus caros, a Noruega) e a França. O número de deprimidos em Cuba é menor que o do Brasil, Estados Unidos, Finlândia, dentre muitos outros. Me parece, levemente, que temos uma população mais feliz em Cuba do que em grande parte de países que adotam sistemas diferentes (vejam que eu escolhi Brasil, que viveu quatorze anos de um governo centro-esquerda, Estados Unidos que é o paraíso capitalista do mundo e Finlândia e Noruega que ainda adotam o bem-estar social). Dito isso, saúde, educação, moradia, menores taxas de transtornos mentais, o que exatamente não funciona?

 

Vamos, então à Venezuela. Não me agrada em nada a herança militarista de Chávez e Maduro. Eu não sou nenhuma fã de presidentes de nenhum tipo, muito menos uns com pegada tão centralista e personalista quanto é o chavismo. Mas, eles foram eleitos democraticamente incontáveis vezes. Vocês não adoram o sistema eleitoral? Não falam que falta democracia na Venezuela? Pois é o Chávez foi eleito novamente depois de sucessivos golpes que ele sofreu tentando tirá-lo da presidência. Manobras políticas foram feitas pelo grupo dele para permitir reeleição. Mas sabe quem também fez esse tipo de manobra no Brasil, o neoliberal Fernando Henrique Cardoso (vocês não sentem tanta saudade do PSDB?). Os Estado Unidos também aprovaram, por meio de, mais uma vez, disputa política no Congresso, a reeleição em 1947, entrando em vigor em 1951. A diferença dos Estados Unidos pro Brasil, é que no país norte-americano não é possível um terceiro mandato, mesmo que se dê um intervalo, no Brasil tá ok (por isso teremos Lula de novo em 2018). Então, não se pode dizer exatamente de uma ditadura na Venezuela. Mas, Cíntia, você tá vendo o caos que está lá, tem gente saindo da Venezuela para fazer compra no Brasil e voltar. Eu sei, meus amigos, vamos então ao ponto principal pelo qual seu argumento de que o socialismo não funciona é uma falácia.

 

Apesar de tudo que eu argumentei acima, você ainda acha que o socialismo não funciona porque estes países e sua população são mais “pobres”(a gente discute o conceito de pobreza num outro momento). Mas, vamos então, concordar com você e dizer que o socialismo de Cuba e Venezuela não tem funcionado como deveria. Sabe de quem é a culpa? Che Guevara? Fidel Castro? Raul Castro? Hugo Chávez? Maduro? Talvez, cada um tenha sim um pouquinho de culpa. Mas, vamos além. Será que a culpa é minha ou sua? Será que a culpa é desses malditos latinos preguiçosos que não querem trabalhar? Eu acho que não, porque eu tenho uma fé interminável e acho todo ser humano e todo povo é um povo maravilhoso; e latina que sou, sou suspeita de falar. O povo latino tem um carisma, uma garra, uma fé na vida que é bem difícil de achar por outros cantos. Do samba à cumbia esse mundo chamado América Latina é uma coisa encantadora.

 

Mas, Cíntia, se a culpa não é deles, de quem é? Do Tio Sam, meus caros. Pasmem, é isso mesmo que você leu. Existe um bloqueio oficial às relações econômicas e até diplomáticas com Cuba, imposto pelos Estados Unidos há décadas. Países que tentavam vender ou comprar de Cuba podiam sofrer sanções econômicas dos Estados Unidos, e sendo eles o país com mais dinheiro no mundo, era meio difícil arriscar ser solidário com Cuba e avacalhar sua própria economia. Este bloqueio vem sendo revogado nos últimos anos, mas a passinhos de bebê. Um dos grandes responsáveis por estas negociações para colocar fim ao bloqueio tiveram um dedinho (desculpa o trocadilho horrível) do Lula, afinal de contas, o sonho do cara é ser tipo o Imperador da Grande Mátria Latina, ou ninguém sacou isso? A capacidade diplomática do Lula é meio que inigualável no mundo. Se o fim do bloqueio vai melhorar a qualidade de vida do cubano, ou se vai representar apenas diversificação econômica, a gente ainda não sabe. Fato é que o afastamento de Fidel Castro, dando lugar ao seu irmão, menos radical, Raúl Castro, aliado ao fato da presidência dos Estados Unidos ter estado, à época, na mão de um democrata com aspirações muuuuuito levemente à esquerda, que foi o caso de Barack Obama, e a influência de importantes presidentes latinos de esquerda e centro-esquerda, principalmente o Lulinha Paz e Amor, representaram uma bandeira branca acenando timidamente para o restabelecimento de relações comerciais e políticas com Cuba. Mas, não, os Estado Unidos não se retiraram do território cubano que eles invadiram. Guántanamo ainda está lá, e ainda é o inferno na Terra.

 

Eu sei, você deve estar se perguntando, então, por que diabos os Estados Unidos iam se preocupar tanto com Cuba? Eles são só uma porcaria de uma ilhazinha paradisíaca no meio do Caribe. Eles nem tem tecnologia bélica ou nuclear para representar uma ameaça militar real. Bom, a gente vai ter que voltar um pouquinho no passado. Todo mundo lembra da Guerra Fria, né? Quando eles falavam que os EUA e a União Soviética podiam simplesmente apertar um botão e o planetinha azul ia pros espaços. Pois é. Tempos horríveis. Final da década de 80 cai o Muro de Berlim, simbolizando não apenas a união das Alemanhas, mas também uma certa “unificação”global. Vejam bem, a URSS era uma puta potência, só a Rússia é o maior país do mundo em termos territoriais. A URSS dominava tecnologia espacial de ponta, eram número um em criptografia e espionagem e continuam sendo bons para caramba em tecnologia da informação, além de terem um verdadeiro  arsenal de guerra, e mesmo assim, o ideal soviético que eles defendiam caiu por terra. A Perestroika e a Glasnot, poucos anos antes do fim oficial da Guerra Fria, já foram preparando o país e a população para a chegada do capitalismo. Isso poderia ter representado uma vitória absoluta dos Estados Unidos e do bloco capitalista.

 

Mas, não, meus caros. Tinha uma pedra no sapato. A ilhota caribenha se manteve firme nos propósitos socialistas que conquistaram desde a década de 1950. O povo e o governo cubano se recusaram a continuar sendo a Miami ou a Bahamas dos gringos. E Cuba vem resistindo. Cuba é o ratinho perto do leão. Alguns países do antigo bloco soviético, e posteriormente alguns países latinos e também a China, de forma pontual furavam o bloqueio a Cuba e mantinham certas relações comerciais, mas de modo tímido e insuficiente. Cuba foi um país colonizado, e como a maioria dos países colonizados pelos países imperialistas sobrevive da produção de matéria-prima. Um dois principais produtos de Cuba é a cana-de-açúcar, muito comprada pelo Brasil na época do boom do etanol. Mas eles precisam de remédios, de gasolina, de tecnologia, enfim, essas coisas que a gente usa pra viver. Então veja esse problema na balança, Cuba vende cana-de-açúcar, mas compra petróleo refinado. Deu pra sacar, a diferença de preço de um e outro. Não bastasse isso, o maldito bloqueio estava lá, então não era qualquer um que comprava a cana-de-açúcar de Cuba. Não é qualquer um que vendia petróleo ou tecnologia. Deixemos de novo Coréia do Norte e China de fora, Cuba era por muitos anos a única reminiscência do socialismo de inspiração soviética. Cuba é o Golias, o mundo capitalista é o gigante. Por isso Cuba sempre incomodou os Estados Unidos, ideologicamente, ela é a ameaça sempre rondando o mundo de que o capitalismo talvez não tenha vencido.

 

Agora, vamos à Venezuela. Sabem o que Estados Unidos mais amam nesse mundo? Petróleo. Sério, acho que presidente americano deve ter orgasmo quando vê um poço de petróleo jorrando. E a gente sabe que não dá pra plantar petróleo, né? Então, não tem muito petróleo no subsolo americano. Como bons capitalistas que acreditam no livre-mercado, que que os americanos deveriam fazer? Comprar e pagar justamente pelo petróleo do Oriente Médio e da América Latina. Mas, ah, para que comprar se eu posso roubar?

 

Digamos que eu sou os Estados Unidos, que eu tenha o maior poderio bélico do mundo, que eu precise vender e usar minhas armas, porque a indústria bélica é uma grande financiadora da campanha de presidenciáveis e outros políticos. Digamos que eu tenha a maior indústria de propaganda do mundo e que eu possa vencer basicamente qualquer guerra de informação. Digamos que petróleo é caro. O que que parece uma boa solução? Guerra. Com guerra eu consigo desovar minhas armas paradas e ainda conquistar territórios onde eu consigo o abençoado óleo preto por preços bem mais em conta. Sem contar, que eu não preciso me deparar de repente, com algum presidente do Médio Oriente que possa não gostar da minha cara e  não vender pra mim. Dá-lhe Afeganistão, dá-lhe Iraque, dá-lhe Síria. Mas, a gente não pode falar que a gente invade um país simplesmente porque não é bom para a nossa economia. Ia pegar mal pra ONU, para os países parceiros, para a nossa população que manda seus filhos para morrerem nos fronts.

 

Opa, mas eu tenho a indústria da informação, comunicação e entretenimento. Fácil, né, convencer todo mundo que minhas razões são nobres. Terrorismo. Quem não tem até pesadelo de pensar que o ônibus que você pega para ir ao trabalho todo dia pode explodir a qualquer momento? (Calma, gente, não estou dizendo que terrorismo não existe. É sim, uma tática utilizada por grupos radicais e dissipou milhares de vida ao longo da história, o que eu estou tentando dizer aqui, é sobre a guerra de narrativas). O terrorismo é palavra-chave e está na boca e nos pesadelos de todo norte-americano, francês, enfim, basicamente do mundo todo, amparado por situações reais de violência injustificada, mas também pela construção da narrativa da existência de uma superpotência capaz de varrer esta ameaça do mundo.

 

Outra palavra que eles adoram é democracia. Dizem que não tem democracia em Cuba (mas todo bairro e cidade tem conselhos locais onde se discute e vota-se a vida comunitária), que não tem democracia na Venezuela, que não tem democracia nos países árabes (mas, em Israel tem, viu gente, mesmo que palestino seja cidadão de segunda categoria!), até no Brasil, com a Dilma, a democracia estava ameaçada. E dá-lhe invasão, boicote, golpe, financiamento de ditadura militar. Ah, já tá me dando nos nervos.

 

Eu acabei divagando um pouco e vamos voltar então pra Venezuela. A Venezuela tem muito óleo e presidentes um pouco linha dura, nada simpáticos ao american way of life. Negociar o óleo deles é um pouquinho chatinho, né? Mas invadir a Venezuela, como se faz no Oriente Médio é um pouco mais difícil, afinal, mesmo que com poder bélico infinitamente menor, o Brasil está ali do lado, até pouco tempo atrás a gente estava entre as seis maiores economias do mundo, e eles não conseguiriam conectar nenhum grupo venezuelano com atentados terroristas, enfim, é uma narrativa bem mais difícil de construir. O que fazer, então, a os americanos querem a porra do óleo. Sabotagem e boicote. Os Estados Unidos vêm sistematicamente ao longo dos anos impondo bloqueios não oficiais ao comércio de produtos na Venezuela. Falta produto, sobra gente precisando deles, inflação vai nas alturas. Soma-se isso a grande instabilidade política do país, em que a direita nunca aceitou pacificamente a ascensão dos governos socialistas. O caldeirão está fervendo, né?

 

Aí você vai me trazer mais um argumento. Os cubanos vão de barco atravessar a fronteira dos Estados Unidos. Os venezuelanos entram no Brasil pela mata. Eu sei, gente. Calma, lá. Primeiro fronteira é uma criação política. O mundo nem devia ter essa porra, afinal, nenhum ser humano é ilegal, e assim sendo, migrar é mais do que um direito humano, em alguns casos trata-se de um direito humanitário (se você não sabe a diferença, googla aí que eu estou com preguiça de explicar). Mas, a gente tem fronteira e a gente tem leis de imigração. Ok. Esse seu argumento parece forte, mas ele não diz nada sobre o fato do sistema funcionar ou não. Ele é um argumento isolado.

 

Aqui perto de NY, onde estou morando temporariamente, tem uma cidade que chama Newark, em que quase todo mundo é brasileiro. Com certeza eles, e eu, viemos para cá, em busca de algo que a gente não tinha aí. Alguns odeiam a política brasileira, outros querem a todo custo que o Lula volte. As motivações que levaram cada um a imigrar para os EUA são muito individuais. Nós precisamos de uma pesquisa séria com metodologia adequada para dizer que os brasileiros que aqui estão evidenciam que o nacional-desenvolvimentismo falhou (olha que eu estou excluindo os que mudaram para cá antes do Lula e depois da Dilma, só para fazer essa análise). E a mesma coisa dos venezuelanos e cubanos que “fogem”de seus países. Eu acredito de verdade que a maioria deles está insatisfeito com o governo, afinal, você não é obrigado a acreditar no socialismo só porque você mora num país socialista. Mas a insatisfação deles, sem a análise combinada com outras variáveis, não diz se o sistema falhou, diz apenas que há um número de pessoas insatisfeitas com o governo.

 

Eu vou te contar uma outra coisa sobre NY, é um dado que eu tirei do suvaco, só da minha vivência, mas os argumentos para falar que o socialismo não funciona também são, então está tudo bem. Eu conheço mais grupos anarquistas e socialistas em NY do que em SP. E eles são numericamente maiores. Sabe o que que isso significa? Que tem uma pá de gente americana e que reside nos EUA que está puta com o governo. Que quer mudar o sistema, mesmo que signifique menos Mc Donald’s 24 horas. Sabe o que mais? Um outro montão de gente cruza a fronteira do Canadá para se tratar com os médicos de lá, aqui não tem sistema público de saúde. Uma emergência me levou ao hospital de ambulância, eu fiz uns exames de sangue e fiquei umas horinhas em observação e eu tenho uma dívida de 1.500 dólares. Sabe, universidade? Pois é, muito americano com curso superior, passa uma vida pagando débito estudantil. Não tem universidade de graça. Cuba, Brasil, Venezuela têm.

 

Com isso que que eu estou querendo dizer? Falar que o socialismo em Cuba ou Venezuela falhou é impossível, porque a gente simplesmente não tem como saber como estes países teriam se desenvolvido sem o bloqueio imposto pelos Estados Unidos. O que a gente sabe com certeza, é que o capitalismo tem falhado para caramba. O que a gente tem visto são os direitos sociais e trabalhistas ruindo, um aumento exponencial no número de suicídios entre jovens no mundo todo, o precariado (que ganha o nome bonitinho de freelance) se tornando a maioria da mão-de-obra, o acesso à casa própria se tornando uma utopia, o número de moradores de rua aumentando, inclusive nos Estados Unidos.

 

Se o socialismo falhou, a gente não sabe, o que a gente sabe é que Venezuela e Cuba são vítimas de um sistema persecutório. Ninguém aqui é futurólogo. Mas, todo mundo sabe ler o presente, e o presente nos mostra que o capitalismo errou feio, errou bruto.

 

Vai pra Cuba? Vou, vou sem problemas. E venho pros Estados Unidos, e volto pro Brasil, e vou pro Curdistão, pro México, pra China. A luta que eu escolhi travar, ela cabe em qualquer lugar. É a luta pela liberdade, não a liberdade que eu tenho de não estar atrás das grades ou de poder ter um moicano azul. Mas uma liberdade radical, que passe por direitos individuais, mas também por direitos coletivos. É a liberdade que eu tenho de não precisar estar exausta ao fim do dia, por ter tido mais de um terço das minhas horas roubadas para o enriquecimento de outrem. É a liberdade de precisar trabalhar para produzir para o bem-estar comum, mas também ter tempo para o amor, para a política, para as artes e para os camaradas.

 

Não há incoerência em viver nos Estados Unidos, temporariamente ou permanentemente. Aqui é um lugar lindo, tanto por sua arquitetura quanto por suas belezas naturais. Tem um povo diversificado e interessante (é cheio de alt-righ também, mas…). São pessoas que também sofrem múltiplas opressões e violações de direitos fundamentais. O que eu não concordo é com a ideia de nação construída sob as égides do capitalismo radical. Mas, eu não cultivo ódio, indiferença ou ranço da população americana. São tanto meus camaradas, quanto um italiano ou um angolano.

 

Eu não acredito em natureza humana, de um modo geral, acho que praticamente tudo, nossa forma de amar, a heterossexualidade compulsória, o crime, enfim, nossas atitudes humanas são moldadas pelas condições sociais, econômicas, políticas e culturais em que estamos inseridos. Mas há duas coisas que eu acredito que sejam a essência de todo ser humano: sermos ingovernáveis e almejarmos permanentemente a liberdade.

 

Minha aposta, pois, é no socialismo-libertário. Um socialismo no qual não precisaremos de governantes, pois somos mais do que capazes de nos governarmos livre e conjuntamente no amor e na solidariedade.

 

Enquanto houver uma única pessoa oprimida, eu não posso ser livre.

 

“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta. Não há quem a explique, não há quem não entenda.” (C.M)

 

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C. Melo

Eu queria ser M.S.