Uma luz em meio à escuridão: lições da luta anticlericalista do século passado no Brasil para os dias atuais e suas conexões com a luta material e antifascista – Kauan Willian

A crítica da religião é, pois, o germe da crítica do vale de lágrimas, do qual a religião é a auréola. – Karl Marx

De nada adianta nos dizermos e nos considerarmos ateus; enquanto não tivermos compreendido essas causas – Mikhail Bakunin

O Metodismo foi a árida paisagem interior do utilitarismo em uma época de transição para a disciplina do trabalho do capitalismo industrial – Edward Thompson

Jesus entrou no templo, expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas – Mateus 21:12-13

Em 1901, na cidade de São Paulo, foi lançado o primeiro número do periódico A Lanterna. Produzido na Rua da Quitanda, n.º 2, lançado pelo Órgão Anticlerical de São Paulo, primeiramente de forma gratuita, passando a aceitar donativos e, mais tarde, subscrições com preços que variaram, tinha quatro páginas cheias de figuras e representações, muitas vezes com anexos, ambos escritos majoritariamente em português e com colunas em italiano e espanhol. Foi lançado por um advogado e livre-pensador, Benjamin Mota, uma das figuras centrais do movimento operário nesse período. Tanto em sua primeira fase, até 1904, quanto a sua segunda, que se iniciava em 1909, com Edgard Leuenroth, famoso anarquista e sindicalista da cidade, o jornal apresentou uma tiragem entre 10.000 e 15.000 exemplares, número próximo de jornais da grande imprensa. Com isso, possuía uma rede de contato extensa, como em Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco e no Paraná e com conexões na Argentina, Itália e Espanha (ANDRADE, 2009). Além das denúncias reais e práticas contra supostos abusos de padres e membros da Igreja Católica, principalmente contra crianças e mulheres, o periódico também se tornou uma entidade visada pelas autoridades, mas também apoiada por outros periódicos da grande imprensa. Se opondo ao papado, o jornal reunia, como afirmam também estudiosos de A Lanterna, grupos que almejavam minar ou atacar o catolicismo, como maçons e judeus e, ao defender “liberdade de pensamento” e “o progresso”, podia reunir vertentes políticas que compartilhavam tais noções, como republicanos, socialistas e anarquistas (POLETTO, 2017).

(A primeira página e um cabeçalho especial de A Lanterna em seu primeiro ano)

Por que um jornal anticlerical em um país de influência tão religiosa era tão lido e divulgado? E qual era o interesse de uma união de anarquistas, republicanos e socialistas com maçons, judeus e espíritas? Qual a conexão da luta sindicalista – já que seus dois diretores também eram mesmos da Federação Operária de São Paulo – com uma luta material?

Será que “o anticlericalismo [era] como uma deformação especificamente burguesa para conscientemente desviar a atenção das massas, organizando cruzadas quase-liberais contra o clericalismo” como definiu, em 1909, o líder bolchevique Vladmir Lênin? Nesse texto vamos trazer alguns aspectos da luta anticlerical, principalmente no periódico A Lanterna, mostrando como essa luta era um aspecto importante para não só o ataque a um dos tipos de dominação que imperava no Brasil naquele período, mas também a própria edificação do movimento operário e da consciência de classe, assim como a reunião de tendências progressistas, no período. Assim, consideramos que foi um erro a não insistência posterior de uma luta ou disputa e a análise do papel das religiões na luta de classes, na organização de trabalhadores, e nos seus pensamentos, inclusive no papel contra outras religiões e no apagamento de culturas e crenças minoritárias. Vivemos hoje na ascensão e poder crescente de religiões neo-petencostais que colocam a democracia em xeque e fortificam o fascismo, o autoritarismo e o moralismo. A luta anticlerial do passado pode nos dar respostas e indícios de como atuarmos frente a isso.

Anticlericalismo e militância sindical

Desde o século XVIII na Europa o movimento secularizador que colocava o Estado e a vindoura República em oposição à influência da Igreja Católica ganhava espaço e influenciava os movimentos reivindicativos, seja de caráter popular ou mesmo dentro da intelectualidade.[ Adaptado por diversas correntes políticas, desde o liberalismo, o republicanismo, o socialismo e influente na constituição dos Estados-nacionais, a repulsa ao clero papal não se restringiu aos ateus ou agnósticos, circulando também entre grupos maçons e judeus, que viam o anticlericalismo como meio de enfrentar seus concorrentes históricos. Assim,

“criticavam o clero católico, a legitimidade do sacerdócio e as riquezas da Igreja. Temiam que a instituição eclesiástica ascendesse ao poder, recobrando o espírito público, restabelecendo o reino da intolerância e da inquisição. Identificava o padre como representante de um sistema caduco, ultrapassado e desprezível, para os livre-pensadores, os ministros católicos deveriam permanecer na sacristia.” (PINHEIRO, 2003, p.47)

Dentro da edificação do socialismo era nítida a influência não só anticlerical, mas também ateísta. Mikhail Bakunin, um ateu, assim como o socialista Karl Marx, não desconsiderava a liberdade em crenças pessoais, mas defendia categoricamente “a abolição radical de toda a religião oficial e de toda Igreja privilegiada, ou apenas protegida, remunerada e sustentada pelo Estado” (BAKUNIN, 2009, p.91), posição que marcava diferenças entre anarquistas e outros posicionamentos que almejavam acabar simplesmente com o ideal de crença. Não obstante, enxergando a influência religiosa entre os trabalhadores e grupos explorados, muitos militantes anarquistas e socialistas também acreditavam que o próprio misticismo emperrava a luta política, pois eram cegados por discursos que conservavam o status quo da sociedade e a dominação de classes, assim como reverberava a noção de que autoridades existiriam. Esses discursos se uniam aos pensamentos racionalistas do cientificismo do período que almejava dar descrédito à concepção de divindades defendendo que “todas as religiões com seus deuses que não representam jamais senão a criação da fantasia crente e crédula do homem não ainda há altura da reflexão pura e do pensamento livre apoiado sob a ciência.” Uma mistura de anticericalismo, ateísmo e racionalismo se misturavam ao nascente movimento operário e a política contemporânea, circulando entre republicanos, maçons, judeus e na própria esquerda.


(O Iluminismo radical colocou em xeque a influência da religião na política, reverberando essa luta e ideais em pensamentos de esquerda, primeiramente o jacobinismo e depois o republicanismo e socialismo)

Como o historiador Cleber Rudy (2017) mostra, no início do século e até a quarta década do século XX, a luta anticlericalista era comum no movimento operário brasileiro, contendo O Lúcifer em 1907 em Porto Alegre, O Demolidor em Fortaleza em 1908, A Lanterna (1901-1935), em São Paulo e outros. Em um país marcado pela influência da Igreja, inclusive política até a República, mas muito influente culturalmente, era comum que germinasse essas ideias que estavam circulando no período. Desde o início de sua atuação, A Lanterna, apesar de ter críticas a própria definição de misticismo, tentava evidenciar o caráter próprio brasileiro do catolicismo, mostrando sua ligação com à dominação econômica e política, que afligia os trabalhadores

(A Lanterna tentava mostrar a conexão do papado no Brasil com a extorsão, corrupção e com a própria constituição da classe dominante.

Por isso mesmo ganhava o apoio de maçons, judeus e espíritas. O professor, anarquista e sindicalista João Penteado era espírita e anticlerical, por exemplo. Edgard Leuneroth, sindicalista e anarquista membro da Federação Operária de São Paulo percebe esse respaldo do jornal e passa a contribuir com ele. Em 1909 consegue a direção do periódico e anexa a coluna “Vida Operária” e depois “Mundo Operário” no jornal (SANTOS, 2014). Essa coluna discutia a construção de sindicatos, greves e notícias do mundo dos trabalhadores, além disso, mostrava, para seus leitores e associados, qual era a verdadeira estratégia para lidar com o clericalismo, além da crítica discursiva. Assim, ele e outros anarquistas, sindicalistas e socialistas colocaram o jornal em proximidade com a Confederação Operária Brasileira, órgão que coordenada as entidades sindicais do período, e diziam que

“É agora, mais que nunca, se torna necessário intensificar e estender a ação da C.O.B, a C.O.B, sois vós são os vossos sindicatos, as vossas associações. Em vós, todos, portanto, está a potencia capaz de lhe dar o vigor indispensável. E assim que vos dirigimos esta circular, apelando para vossa boa vontade, para o vosso dever sindical, no sentido duma colaboração metódica e energética na vida da C.O.B. Trabalhai dentro da vossa associação, agitai a vossa classe, animai o movimento nessa localidade, e deste modo é que contribuirei eficazmente para o bom andamento dos trabalhos da C.O.B.” (A LANTERNA, 1915, p.3)

Outro projeto de A Lanterna era impulsionar a edificação das chamadas Escolas Modernas que eram espaços e projetos feitos pelos militantes socialistas e anarquistas em contraposição à educação estatal ou religiosa, aos filhos e trabalhadores mais velhos também onde pudessem discutir métodos científicos e educacionais progressistas, acreditando que a classe trabalhadora deveria tomar a ciência e usá-la em seu favor, e não mais ao capitalismo, ao Estado Nacional ou a interesses de submissão de religiões como a cristandade. 

(Fotografia de uma Escola Moderna em 1913, num bairro operário no centro de São Paulo, com o professor João Penteado)

A Lanterna portanto, para Edgard Leuenroth, era um método inicial para a discussão de trabalhadores a partir de suas vivências, que tinha a Igreja como que todos conheciam. A partir desse debate, poderiam se envolver nas causas da dominação, o capitalismo e o surgimento do Estado nacional que, para eles, usavam a religião para se fortificarem. Leuenroth propagandeava o sindicalismo revolucionário para seus leitores e para outros redatores e apoiadores a partir desse tema, pegando onda em certo respaldo e construção do anticlericalismo, mas elevando-o a uma posição revolucionária.

Anticlericalismo e Antifascismo

O cientista político Michael Lowy defende que “A hipótese sociológica de E. P. Thompson é interessante e original. Enquanto a literatura marxista clássica – a começar pelos escritos de Marx sobre as lutas sociais na França entre 1848 e  1850 – identifica o pequeno comerciante ou o lojista com a reação  burguesa, o historiador inglês percebe na situação de autonomia e independência dos artesãos e pequenos comerciantes a base social de seu antinomianismo, de sua dissidência religiosa e de seu espírito insubmisso.” (LOWY, 2014, p.309) Assim, para os historiadores da nova esquerda, a religião podia ser tanto um elemento de alienação, mas também foi usado como ferramenta de revoluções que encarnavam uma luta de classes no interior dessas culturas e disputavam-nas.

Os anarquistas presentes em A Lanterna, na década de 1930, percebiam isso com a ascensão do fascismo nesse período e re-ativavam o periódico, junto com outros ligas anticlericais que estavam surgindo, tendo posição hegemônica no periódico nesse período. Primeiramente, apesar de suas discussões ateístas, tentavam também estabelecerem alianças com religiões minoritárias, como espíritas, mostrando que o projeto fascista tendia a ser totalitário também com as crenças pessoais e tinha harmonia com o catolicismo. Inclusive, mostrava pra os cristãos, que a verdadeiro cristianismo não tinha nada em relação à dominação:

Quem conhece alguma coisa da história das religiões e se habilite a confrontar os fatos há de verificar que a Igreja nunca teve nenhuma relação nem semelhança com a doutrina de um pobre carpinteiro galileu, que dizem ter nascido numa estrebaria, cujos primeiros atos de sua vida se caracterizaram por completa renúncia às coisas da riqueza, por uma ação rebelde contra os dogmas, aversão ao poder e aos potentados, e, sobretudo, por um conceito elevado de fraternidade universal. A influência do catolicismo na história da humanidade é precisamente a antítese do cristianismo.” (A LANTERNA, 1934, p.1)

Para criar uma força social, nesse sentido, anarquistas tentavam levar a cabo o anticlericalismo juntamente com o antifascismo, mostrando a conexão dos dois movimentos, uma vez que o fascismo na Itália, apesar de primeiramente se apresentar como racionalista e laico, em 1929, assinou uma concordata com o Vaticano. Da mesma maneira, “a revolução, diremos, reacionária, […] a agravar mais essa situação, a assembleia nacional, obedecendo talvez as injunções de Roma, está a decidir a lei de segurança nacional”, escrevia A Lanterna em 1935 antes de uma intensa repressão de Estado que se seguiria. O mesmo acontecia com a luta contra os integralistas onde defendiam que “integralismo e clericalismo é a mesma coisa, isto é, o mais nefasto dos regimes”.

Essa atividade de A Lanterna estava seguindo outros esforços de ativistas e intelectuais libertários proeminentes e influentes como Maria Larcerda de Moura que publicou, em 1933,  a obra “Clero e Fascismo: horda de embrutecedores” e “Fascismo – filho dileto da Igreja e do Capital” onde a autora defendia que “o capitalismo serve-se das doutrinas de renuncia e resignação passiva da Igreja, para lançar os seus tentáculos de polvo por sobre as massas trabalhadoras” e “a Igreja se serve do capitalismo – para armar o braço secular do Estado contra a heresia.” (MOURA, 2012, p.18)[

Tentando mobilizar os diversos grupos, ao mesmo tempo, contra o fascismo, o corporativismo de Estado, o integralismo e o clericalismo, já que estavam interligados nessa visão, os anarquistas mostravam que seu programa anticlericalista era, na realidade, contra qualquer tipo de dominação que chamavam de “anticlericalismo integral” que seria

“contra a Igreja, como poder político, econômico e religioso como força material e espiritual, como sustentáculo de tiranos e apoio de privilégios, como estorvo a emancipação social. Nós não queremos consolidar privilégio algum, defender a “supremacia” de poder algum. Somos por todas as liberdades contra todas as opressões.” (A LANTERNA, 1933, p.1)

Mas o mais interessante é que apesar de posições radicais, como anarquistas e socialistas que não acreditavam na possibilidade de uma constituição democrática, tais grupos fizeram frente em campanhas de um Brasil laico e pelo fim da influência religiosa em espaços públicos, propostas de maçons e republicanos moderados. Isso se deu quando, a partir de da discussão de uma nova Constituição brasileira, várias associações Pró-Estado Leigo se formassem criando a Coligação Nacional Pró-Estado Leigo com sede no Rio de Janeiro, com muita presença maçônica, mas também presença de muitos libertários, onde defendiam o ensino laico nas escolas, a defesa do divórcio, a separação do Estado e da Igreja e outros temas.[ É bastante interessante que anarquistas, a partir de A Lanterna, tenham publicado em 1933, a defesa de

“Uma Constituição que paire acima dos interesses particulares em conflito, conservando os poderes públicos equidistantes de todas as igrejas, cultos e doutrinas; uma Constituição que consagre a liberdade e igualdade de cultos, ensino leigo nas escolas oficiais, liberdade de pensamento, reunião e associação, laicidade absoluta do Estado, com proibição de práticas religiosas oficiais ou colocação de imagens ou símbolos de quaisquer cultos nos estabelecimentos públicos.” (A LANTERNA, 1933, p.1)”

Considerações Finais

Devemos considerar a luta contra a influência religiosa na política algo para trás? Devemos apenas declarar o ateísmo sem discutir o que significa as religiões para os trabalhadores? A luta anticlerical, mesmo minoritária no século passado, apesar de ser deixado pela esquerda, mostra indícios que era necessária essa discussão. Esse projeto de lado, e obviamente a saída da esquerda das bases, significou um aprofundamento dos mais pobres a ideias que eles acreditam que  podem salvá-los das condições que estão, fazendo-os recorrerem e seguirem inclusive esses programas de forma totalitária, imbricando com a política, sociedade, leis, etc. A inserção das igrejas neopetencostais, que na verdade vieram para barrar a influência das comunidades eclesiásticas de base, de caráter progressista da Igreja Católica, que o Partido dos Trabalhadores usou para solidificar sua hegemonia, não foi barrada ou discutida seriamente em seu início. Assim, precisamos que a discussão sobre religiões africanas, indígenas e outras que estão ameaçadas, o debate sobre sexualidade, científico e educacional se façam nos ambientes de trabalho e de conectem a uma luta sindical material e também aos órgãos antifascistas. Como no passado, pastores e entidades que vivem do dinheiro dos trabalhadores têm que ser tratados como base do fascismo e de uma alienação ao capital, respeitando, é evidente, suas crenças pessoais e tradições. Evidentemente isso deve ser feito de forma gradual a luta e exercício de reclamação econômica ou em movimentos sociais que os defendam e coloquem no lugar aquilo que essas religiões afirmem que estão fazendo, querendo ou não, ao lado dos mais pobres, oferecendo uma esperança. Ao mesmo tempo, uma frente progressista unida deve lutar pela laicidade dos espaços públicos. É claro que queremos, no fim, uma revolução que acabe com essa influência e cada um possa acreditar no que quiser em suas casas, mas devemos construir possibilidades para essa revolução. Então, longe de ser um debate “pequeno burguês”, as lutas graduais laicas constroem uma possibilidade de um mundo novo, onde a influência religiosa com caráter político, ou qualquer outra dominação, tenham desaparecido.  

(Festival anticlericalista e antifascista de A Lanterna realizada no bairro do Jabaquara em 1935 com trabalhadores, estudantes e famílias)

Referências

ANDRADE, Carlos Eduardo Frankiw. Blásfemos e sonhadores: Ideologia, utopia e sociabilidades nas campanhas anarquistas em A Lanterna (1909-1916). Dissertação (Mestrado em História).  Universidade de São Paulo – São Paulo, 2009.

BAKUNIN, Mikhail. Catecismo Revolucionário: Programa da Sociedade da Revolução Internacional. São Paulo: Editora Imaginário/ Faísca, 2009.

LOWY, Michael. “E.P. Thompson (1924-1993): a religião dos trabalhadores”.
História e Perspectivas, Uberlândia (1): 295-311, jan./jun. 2014

MOURA, Maria Lacerda de. Fascismo – filho direto da Igreja e do Capital. Portugal: Barricata Libertária, 2012.

PINHEIRO, Áurea de Paz. O desmoronar das utopias – Abdias Neves (1876-1928): anticlericalismo e política no Piauí nas três primeiras décadas do século XX. Tese (Doutorado em História). Universidade Estadual de Campinas, Campinas – São Paulo, 2003. 

POLETTO, Caroline. A imaginação subversiva ao redor do mundo: Imagens, poesias e contos de protesto na imprensa anarquista e anticlerical (Espanha, Argentina e Brasil – 1897-1936). Tese (Doutorado em História). Universidade do Vale do Rio do Sinos, São Leopoldo – Rio Grande do Sul, 2017.

RUDY, Antonio Cleber. O anticlericalismo sob o manto da República: tensões sociais e cultura libertária no Brasil (1901-1935). Tese (Doutorado em História). Universidade Estadual de Campinas, 2017.

SANTOS, Kauan Willian dos. “Anticlericalismo e militância sindical: o periódico anarquista A Lanterna e sua ação entre os trabalhadores em São Paulo (1901-1914).” Revista Eletrônica Discente História.com,vol.1, n.2, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cachoeira – Bahia, 2013.


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Kauan Willian

Doutorando em História Social (USP). Historiador da classe trabalhadora e professor da rede municipal de São Paulo, militante sindicalista e ativista antiespecista.